A Câmara de Vereadores de Londrina encerrou o primeiro semestre com redução no número de projetos de lei e pedidos de informações à prefeitura, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2014 foram, respectivamente, 170 e 184, enquanto que nos últimos seis meses foram apresentados 108 projetos (Executivo e Legislativo) e 94 pedidos. O balanço foi divulgado ontem pela Casa.
Na avaliação da presidente em exercício da Câmara, Elza Correia (PMDB), "felizmente" a metodologia de trabalho dos parlamentares está mudando. "Londrina já tem 12 mil leis e o que realmente vale é a qualidade e não a quantidade de novos projetos. Existe atualmente um fortalecimento muito grande do trabalho das comissões permanentes, com o aprimoramento do debate, desde que o projeto começa a tramitar na Comissão de Justiça até a votação em plenário, com a participação da comunidade."
Elza disse que todo o trâmite de uma proposta, até ser chamada para apreciação em plenário, segue "um novo perfil, sendo totalmente público". Segundo ela, as comissões realizaram 117 reuniões, analisaram 167 matérias e contaram com a participação de cerca de 400 pessoas.
Sobre a queda no número dos pedidos de informações ao Executivo, Elza justificou que a presença constante de secretários municipais na Casa, dialogando sobre as ações da administração tem antecipado o esclarecimento de dúvidas por parte dos vereadores. "Temos uma relação harmoniosa, mas não quer dizer que esteja faltando cobrança", avisou, citando como exemplo as propostas municipais que chegam à Casa para suplementação orçamentária, quando é feito o remanejamento de dinheiro. "Se não houver todas as explicações, não aprovamos."
Uma das principais ações elencadas pela presidente em exercício é resolver os problemas estruturais do prédio da Câmara. Para esse fim, foi criado um fundo que tem atualmente R$ 7 milhões. Elza citou também a necessidade de concurso público, a aprovação de um novo PCCS para os servidores "e o acompanhamento muito próximo do debate sobre o futuro do sistema de água e esgoto de Londrina". Conforme já anunciado pela prefeitura, são três possibilidades: renovar com a Sanepar, fazer uma nova licitação ou municipalizar o serviço.

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