Câmara de Londrina poderá ter até 106 assessores
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sexta-feira, 26 de março de 2004
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O número de assessores dos vereadores da Câmara de Londrina pode subir de 43 para 106. A Câmara aprovou o substitutivo ao Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) autorizando o aumento de dois para até cinco assessores por vereador. A presidência pode chegar a seis assessores no lugar dos três atuais. Porém, nenhuma verba adicional será autorizada para o pagamento dos funcionários. Cada vereador poderá utilizar os R$ 4,3 mil a que tem direito por mês para contratar mais assessores. O substitutivo teve a autoria de sete vereadores.
Apesar de não aumentar a verba destinada a cada vereador, o substitutivo vai causar um pequeno impacto na folha de pagamento da Câmara. O PCCS sozinho causaria impacto de 6,4%. Com o substitutivo, o percentual subiu para R$ 8,07%, ou mais R$ 110,5 mil ao ano. O valor é referente a benefícios como o auxílio-alimentação que é de R$ 154 mensais por assessor.
Rubens Canizares (PHS) está entre eles e defendeu que a medida é ''uma adequação de salário''. Ele explicou que gostaria de contratar uma pessoa para atender as ligações em seu gabinete, que teria salário menor, dividindo melhor a verba a que tem direito. Canizares possui dois assessores mas alegou que precisaria de outros dois para dar conta do trabalho. Ele revelou ainda que ''há vereadores com cinco, seis assessores'' e o valor dos salários do pessoal excedente sairia do bolso do vereador.
Outro autor do substitutivo, Nelson Cardoso (PT), defendeu que a flexibilização vai auxiliá-lo no trabalho com as comunidades da periferia. ''Facilita porque o nível de escolaridade das pessoas para esse trabalho não justifica salário de R$ 2 mil'', argumentou. Ele disse ainda que hoje conta com vários colaboradores que não recebem nada pelo trabalho. ''Quem tem dificuldade, nós ajudamos'', declarou.
Outro vereador que conta com ajuda externa é Carlos Bordin (PP). ''Às vezes temos que pegar até funcionários da escola da gente para trabalhar, apesar disso ser contra a lei'', comentou. De acordo com Bordin, os vereadores que trabalham mais no atendimento aos bairros são os que mais sofrem com o pequeno número de assessores.
Tercílio Turini (PSDB) e Maurício Barros (PT) votaram contra a proposta. Eles disseram que o momento atual não é adequado para se discutir aumento no número de assessores. ''Eu até acho importante ter um número maior de assessores, mas poderíamos fazer isso no final do ano para a próxima legislatura'', argumentou Barros. Turini também não concordou em aprovar a medida agora. ''Já existe a discussão se vai haver redução no número de vereadores. Em função de toda a polêmica e da situação atual, eu não acho que seria o momento'', relatou.


