Uma votação aberta, nominal e com o resultado definido por maioria simples marca hoje à tarde a eleição para o novo presidente da Câmara de Vereadores de Londrina. No páreo, concorrem Sidney de Souza (PTB) e Renato Araújo (PP), parlamentares respectivamente por três e oito mandatos.
O novo presidente assume em 2 de janeiro do ano que vem e fica no posto até dezembro de 2008, ano de eleições municipais. O escolhido substituirá Orlando Bonilha (PL), homem forte do prefeito Nedson Micheleti (PT) na Casa e presidente há quatro anos (2003/2004; 2005/2006). Ambos são próximos dos petista, apesar de o demonstrarem de formas distintas. Araújo, por exemplo, é mais afim à ala de oposição ao prefeito - o que não o impede, contudo, de votar com a bancada situacionista.
Pelo menos até ontem, não vingou o desejo de Bonilha de impedir um processo de 'bate-chapa' na eleição de hoje. Defensor da candidatura de Souza, assim como um grupo numeroso de parlamentares que manifestou publicamente o voto, o atual presidente acredita que a chapa única é uma forma de garantir a unidade do Legislativo.
''Há uma certa divisão entrs os dois concorrentes, mas vamos procurar aparar essas arestas conversando com o Renato, para que ele decline. Assim, a Câmara não sai dividida'', definiu.
Se depender do decano, entretanto, haverá dois nomes no páreo. ''Não concordo com chapa única. Parlamento em que não há debate é morto ou comprado'', declarou. Sobre os planos à frente da presidência, Araújo afirmou que, uma vez eleito, vai atuar em prol da independência entre os poderes.
''É preciso buscar a transparência nas nossas ações e a busca de uma relação respeitosa entre Executivo e Legislativo, independente da posição do presidente'', defendeu.
Já Souza garante que o trabalho da futura presidência estará, pelo menos em 2007, essencialmente voltada para a Prefeitura: ele se refere ao racha entre servidores municipais e administração, face 137 dias das greves de 2005 e 2006.
''Vai ser uma atuaçao no sentido de diminuir as diferenças, pois creio que, durante a greve, extrapolou-se a reivindicação salarial por ambas as partes'', ponderou. Segundo Souza, 2007 ainda deve ser o ano em que estará em pauta uma eventual estadualização da Sercomtel - pretendida pelo Governo do Estado.

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