Câmara de Londrina decide hoje novo presidente
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2002
Cristiane Oya<BR>Reportagem Local 
Faltando apenas algumas horas para o início da sessão da Câmara de Vereadores de Londrina, que irá definir o novo presidente da Casa para o biênio 2003/2004, ainda não estão definidas as candidaturas.
Até o início da noite de ontem, pelo menos seis candidatos ainda lutavam pelo apoio da maioria dos vereadores. Durante o dia, diversos vereadores teriam se reunido em vários gabinetes e em um restaurante. ''Amanhã (hoje) será um longo dia'', definiu Paulo Arildo (sem partido), que afirmou que não deve abrir mão de sua candidatura. ''Eu acredito que somos um grupo de doze, mas dentro desse grupo ainda temos pelo menos mais três candidatos. Vamos continuar articulando'', contabilizou, se referindo a Roberto Kanashiro (PSDB), Leonilso Jaqueta (PMDB) e Beto Scaff (PDT). Jamil Janene (PDT), declarou que deve apoiar Kanashiro ou Scaff.
''Está mais complicado do que eu imaginava'', disse Kanashiro, que conta com o apoio do atual presidente da Casa e companheiro de partido, Tercílio Turini. Jaqueta, que tem o voto de Elza Correa (PMDB), aposta que mesmo dentro do grupo que está sendo articulado, o nome somente deve ser definido minutos antes da votação.
Scaff acredita que esse grupo citado pelos vereadores já se dissolveu. ''A princípio estava se formando um grupo com cinco candidatos. Esse grupo não sei se ainda está consolidado, sabemos que o Orlando Bonilha está conversando com o outro grupo.''
Bonilha se defendeu dizendo que todos os vereadores podem se candidatar. ''Estamos conversando. Temos receptividade de alguns colegas mas ainda é uma incógnita, a gente vai definir mais na hora, mas defendo que devemos nos reunir e tirar um nome de consenso'', afirmou.
A proposta de Bonilha também é defendida por João Abussafi Filho (PRTB). ''A meta é fazer uma prévia entre os 21 vereadores na sala do presidente. Acredito que há possibilidade de consenso''.
Carlos Bordin (PPB) disse que firmou um acordo com Henrique Barros, Hélio Cardoso (PSB) e Luiz Carlos Tamarozzi (sem partido), e que os quatro deverão votar juntos. ''Nós quatro estamos esperando para ver quais são as propostas'', disse, não descartando a possibilidade de cargos na Mesa serem negociados.
Os petistas André Vargas e Márcia Lopes também devem votar no mesmo candidato. ''Temos compromisso de votarmos juntos no plenário, mas sou eleitor do Bonilha ou do Jaqueta'', disse Vargas.
Flávio Vedoato (PSC) e Danilo Frisseli (PPS), não declararam seus votos. Sidney de Souza (PTB), Renato Araújo (PPB) e Rubens Canizares (PHS), não foram localizados pela reportagem.


