Câmara de Londrina cria comissão de apoio a grevistas
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Loriane Comeli<br> Reportagem Local 
A Câmara Municipal de Londrina (CML) criou ontem uma comissão temporária para apoiar o movimento de servidores públicos estaduais que, em greve, protestam contra projetos do governo de Beto Richa (PSDB). O "pacotaço", que, entre outras medidas, atinge direitos trabalhistas, foi retirado da pauta de discussões da Assembleia Legislativa (AL) na semana passada, após invasão dos servidores ao prédio do Legislativo.
A comissão, que pretende se reunir com deputados estaduais e federais da região, será composta por Gustavo Richa (PHS), como presidente, Emanoel Gomes (PRB), como vice, e Jamil Janene (PP), como membro.
Richa disse que a intenção é, primeiramente, tentar agendar reunião com o governador, mas, também conversar com os deputados da região. "Queremos levar aos deputados e ao governador a vontade dos servidores e da população sobre os projetos", declarou.
Mais de 20 entidades de Londrina, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Mitra Arquidiocesana e Conselho de Pastores, além dos sindicatos grevistas e da CML, também engrossam o caldo dos descontentes. Aprovaram, na última quarta-feira, a "Carta de Londrina em Defesa dos Serviços e Políticas Públicas do Paraná", na qual pedem negociação entre governo e sindicatos, garantia de direitos dos servidores, fim de qualquer ato de violência e prestação de contas sobre a real situação financeira do estado.
Amanhã, às 9 horas, os representantes das entidades se reúnem na Câmara para deliberações acerca dos próximos encaminhamentos. "Convidamos os deputados da região para convencê-los a votar contra o pacotaço, já que o governo insiste que colocará os projetos novamente em pauta", disse a vereadora Lenir de Assis (PT). "Um deputado já mudou de posição. Temos que continuar com a pressão", disse a petista, referindo-se a Cobra Repórter (PSC), que é de Rolândia e já se comprometeu com a APP Sindicato a votar contra o pacotaço.


