Câmara de Londrina corta horas extras e economiza R$ 110 mil
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O corte de horas extras dos 48 servidores de carreira da Câmara de Vereadores de Londrina, entre os meses de janeiro e fevereiro, representou uma economia para a Casa, de cerca de R$ 110 mil.
''Fizemos reuniões com o presidente e diretores da associação dos servidores da Câmara e gerentes da Casa e, em conjunto, entendemos que precisamos e estamos dando a nossa contribuição objetiva para a cidade, quando vivenciamos uma situação onde o servidor municipal possui uma defasagem salarial de mais de 30%'', justificou o presidente da Câmara, Sidney de Souza (PTB). ''Eles continuam trabalhando, dando a mesma rentabilidade funcional, mas não estaremos tendo custos com horas extras. É a forma de darmos nossa contribuição para a cidade, para que essa economia siginifique mais dinheiro no caixa da prefeitura para rever não só obras mas reposição salarial.''
Nos cálculos do vereador, a média de horas extras pagas aos servidores era de R$ 800 mais 22% de encargos - o que totalizava R$ 73 mil por mês. ''São totalmente justificáveis as horas extras feitas no passado. E eles continuam trabalhando. O fato é que agora estamos renunciando o direito de recebermos essas horas extras pelo menos neste primeiro momento'', disse.
Souza descartou a possibilidade da medida gerar ações trabalhistas. ''Fizemos um acordo com as gerências. Isto está muito bem elaborado e será instituído inclusive num futuro próximo, se necessário, um banco de horas. Ou seja, o funcionário trabalha, compensa dentro do disponível até 11 meses após a hora excedente trabalhada.''
A medida faz parte de um pacote de redução de custos que está sendo implantado por Souza. ''Estamos estudando tudo, não só as horas extras, mas a redução nas contas de energia elétrica e telefônica, analisando cada um dos contratos terceirizados em que tentaremos reduzir os custos'', relatou.
Souza também analisa a possibilidade de não convocar os sete aprovados no concurso realizado pela Câmara em dezembro, período em que a Câmara era presidida por Orlando Bonilha (PL). ''Toda economia é importante neste momento.''
A meta é reduzir o custo da Câmara em até R$ 1 milhão por ano. ''Temos metas que só alcançaremos com a colaboração de todos. A nossa meta é termos uma economia de R$ 800 mil a R$ 1 milhão por ano.''
O Legislativo londrinense tem direito a 6% do orçamento do município.
Atualmente, a Casa utiliza, conforme a média dos últimos dois anos, pouco mais de 4%. Com as medidas de redução de custos, o percentual deve cair para cerca de 3%.


