Câmara de Londrina aprova mudança de zoneamento da Adama
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quinta-feira, 13 de julho de 2017
Guilherme Marconi/Reportagem Local 
O projeto de lei que altera o zoneamento do lote da empresa Adama foi aprovado em segundo turno pela Câmara Municipal de Londrina nesta quinta-feira (13). Com a medida - que segue para sanção do prefeito Marcelo Belinati (PP) -, a empresa multinacional do setor de agroquímicos tem a permissão para mudança de zona industrial 3 para zona industrial 4. As duas galerias da Casa foram ocupadas por quase 200 funcionários e apoiadores do projeto, depois de uma hora de discursos favoráveis ao trâmite da matéria, 16 parlamentares foram a favor. O vereador Filipe Barros (PRB), não votou porque anunciou estar impedido para votar neste tema por possuir grau de parentesco com um dos gestores da empresa. Outros dois vereadores estavam ausentes: Gerson Araújo (PSDB) e Rony Alves (PTB).
"Os vereadores não são pressionados a nada. Aqui lemos os projetos, discutimos as matérias em todas as comissões e em audiências. A empresa tem todas as certificações para funcionamento", disse em plenário o vereador Ailton Nantes (PP).
Para o líder do prefeito na Câmara, vereador Péricles Delirador (PSC), o projeto é fundamental para a economia de Londrina com os planos de expansão da empresa em Londrina que possui 500 funcionários. "São questões pontuais que estamos corrigindo em relação a legislação", disse.
A mudança de zoneamento foi alterada às vésperas do envio do Plano Diretor que terá o cronograma de debates encaminhado à Câmara nesta sexta-feira (14) pelo Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano).
O projeto foi discutido em cinco audiências públicas. O gerente jurídico da Adama, Ricardo Barros, explicou que a votação serviu para consertar um equívoco na lei 12.236 de 2015 que alterou o zoneamento dos lotes no Conjunto Eucaliptos (zona leste) que restringia a ampliação das atividades que a empresa já tem licenciamento para produzir. "Não temos nada a esconder, só queremos investir na cidade. Qualquer projeto novo que viermos a apresentar passa processo regular de licenciamento."
A empresa promete como contrapartida restaurar a barreira verde que separa a área industrial da comercial, produzir um horta comunitária e investir em projetos sociais.


