Joaquim Távora - A Câmara de Vereadores de Joaquim Távora (53 quilômetros ao sul de Jacarezinho) arquivou, anteontem durante a sessão ordinária, o requerimento e a resolução para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias de desvios na aplicação do Fundef - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. A mesa diretora informou que a medida foi tomada porque foram identificadas irregularidades na forma de apresentação da CPI. O início da investigação havia sido aprovada na semana passada.
Durante a sessão os vereadores de oposição também requereram a instalação de uma nova CPI. Eles informaram que o arquivamento visa assegurar a legalidade do processo junto ao regimento interno da Câmara e da Lei Orgânica municipal. O secretário da Câmara Claudemir Bacili (PMDB) disse que o requerimento para instalação de uma nova CPI será analisado pelas comissões e, em seguida, será votado em plenário. Ele disse que a CPI é a único meio para apurar as denúncias das professoras da rede pública de ensino.
O vereador Mauro da Silva França (PFL) manteve as denúncias de irregularidades na aplicação do Fundef no período compreendido entre 98 a 2002, mas recuou na determinação dos valores, inicialmente estimados por ele em R$ 400 mil. O vereador disse, ontem, que os valores só poderão ser apurados durante a CPI.
A reclamação dos professores é de que os recursos destinados ao pagamento deles, previstos no Fundef, não são aplicados integralmente. O prefeito Cláudio Revelino (PSDB) negou, em entrevista recente, as acusações de irregularidades.

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