Alexandre Sanches
De Londrina
Os vereadores de Jataizinho instauraram esta semana uma Comissão Processante contra o prefeito Luiz Sato (PFL), com base em denúncia de um comerciante local. São cinco os crimes em que o prefeito é denunciado: atraso no repasse dos recursos financeiros da Câmara, descumprimento do orçamento municipal, recebimento de honorários (Sato é médico) cumulativos com subsídios de prefeito, não envio à Câmara do balanço anual e não prestação de informações ao Legislativo. O prefeito nega as acusações, mas acredita que poderá ser cassado por ter a minoria na Câmara.
O presidente da comissão, vereador Osmilto Lopes (PDT) afirma que as denúncias são concretas. A mais grave é sobre Sato ter recebido salários como prefeito e médico, pela prefeitura. ‘‘Isso é proibido por lei’’, ressaltou Lopes.
O prefeito disse que vai apresentar sua defesa dentro do prazo de 10 dias, determinado pelos vereadores. As denúncias de descumprimento do orçamento, no caso de um pagamento que a prefeitura fez ao município vizinho de Uraí, Sato disse que a questão faz parte de um acordo por serviços prestados. Já sobre os balanços anuais, disse que eles são aprovados pelo Tribunal de Contas e que houve um atraso na remessa à Câmara.
Quanto à denúncia de receber salário duplo, Sato explicou que trabalhava para o SUS. ‘‘Antes, os honorários médicos vinham direto para a gente. No ano passado, houve mudança no sistema e o ministério passou a repassar para as prefeituras. Por isso as notas saíram em meu nome. Desliguei-me do SUS para evitar mais problemas’’, explicou.

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