Jacarezinho ostenta o maior salário de vereadores da região e o maior número de funcionários. A estrutura mantém o perfil ''enxuto'' das demais, porém, proporciona um salário de R$ 3.083,00 aos vereadores. Eles não têm assessores ou verbas adicionais. A única ajuda suplementar é uma cota de fotocópias. O orçamento anual é de R$ 1,2 milhões, porém, o repasse efetivo é de R$ 90 mil ao mês, cerca de, 10% a menos do que o devido.
O primeiro secretário da Câmara, Américo Alves Pereira Neto (PDT), considera a estrutura legislativa do município ''enxuta'' e disse que está de acordo com as determinações legais. ''A população pensa que o vereador executa as ações e, por isso, exige muito mais'', disse. Em Jacarezinho também é realizada uma reunião semanal à noite.
Os salários, segundo o setor contábil, variam de R$ 500,00 até R$ 1.800,00. O contador José Paulo Guandelini da Silva também explica que o salário fixo dos vereadores é de R$ 3.300,00, mas que foi reduzido porque o percentual destinado aos salários já estava no limite legal.
Com uma população de 3,4 mil habitantes e nove vereadores, em Conselheiro Mairinck (61 quilômetros ao sul de Jacarezinho) os números são, ainda, mais econômicos. O salário de vereador é de aproximadamente R$ 600,00 e também não há qualquer tipo de ajuda com exceção do pagamento de diárias de hotel em caso de viagens. O orçamento anual da Câmara é de R$ 145 mil, porém, o valor repassado efetivamente sempre é inferior ao previsto.
Segundo o presidente da Câmara, Edvaldo Manoel de Barros (sem partido), o Executivo repassou, somente, R$ 7 mil/mês e que o valor é insuficiente. Ele afirma que, apesar dos vereadores economizarem, o Executivo utiliza o repasse inferior ao previsto como mecanismo de retaliação. Trabalham no local, além dos vereadores, um diretor, funcionário de limpeza e um assessor jurídico. ''O dinheiro é tão pouco que a ata das reuniões, ainda, é feita manualmente'', reclama.

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