Câmara de Guaratuba afasta vereadora
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de dezembro de 2006
Rodrigo Lopes e Andrea Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A vereadora Ana Maria Correa da Silva (PL), de Guaratuba, litoral do Estado, foi afastada do cargo por 90 dias. Ela é acusada de quebra do decoro parlamentar. Segundo a denúncia de outros dois vereadores, Ana Maria não teria comparecido às reuniões da comissão instaurada na Casa para apurar supostas fraudes em um concurso público realizado pela prefeitura. A vereadora teria, também, criticado a conclusão dos trabalhos em entrevista a um jornal local.
A decisão foi tomada pela mesa executiva da Câmara Municipal de Guaratuba em uma sessão tumultuada na noite da última segunda-feira. As acusações contra Ana Maria partiram dos vereadores Mordecai Magalhães Oliveira (PMDB) e José Carlos Gonçalves (PP), que junto com ela formavam a comissão que apurava supostas irregularidades no concurso da prefeitura.
Segundo os vereadores, Ana Maria não teria participado das reuniões da comissão e ainda teria criticado, através da imprensa, os trabalhos do grupo. Com isso, o presidente da Câmara, Antônio Emílio Caldeira Júnior (PL), determinou a criação de uma comissão para, num prazo de dois meses, verificar a procedência da acusação e apresentar, se for o caso, abertura de processo de cassação, conforme prevê o regimento interno. No período em que a vereadora estiver afastada, quem assume o cargo é seu suplente, Raul Cristiano da Silva (PL).
Ontem, a reportagem da FOLHA tentou entrar em contato com Ana Maria para ouvir sua versão do caso. Ao ligar para um telefone celular passado pela própria Câmara Municipal e que seria da vereadora, quem atendeu foi uma mulher. Ao saber que falava com a reportagem, ela se identificou como prima de Ana Maria e afirmou que a vereadora provavelmente não se manifestaria sobre o caso.
A reportagem ligou ainda para um telefone residencial, passado pela suposta prima, mas também não conseguiu localizar a vereadora. De acordo com a ata da sessão de segunda-feira da Câmara, Ana Maria teria afirmado que a matéria veiculada na imprensa não era sua responsabilidade.


