Câmara de Goioerê reduz salário, mas aprova jeton
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quarta-feira, 31 de março de 1999
Sid Sauer 
A Câmara de Vereadores de Goioerê (72 km a oeste de Campo Mourão) aprovou anteontem à noite, por unanimidade, o projeto de lei que reduz em 37% os salários dos vereadores, do presidente da Câmara, do prefeito e do vice-prefeito. A segunda votação será realizada hoje a partir das 17 horas. Com a redução, o salário de um vereador cai de R$ 2,7 mil para R$ 1,7 mil, mas eles passam a ter direito a um jeton de R$ 100,00 por sessão extraordinária.
Antes, o pagamento pelas sessões extraordinárias era englobada no subsídio total, explica o presidente da Câmara, Evaldo Kovalski (PFL). Ele vai ter o salário reduzido, a partir de abril, de R$ 4,3 mil para R$ 2,8 mil. Kovalski diz que vai evitar de convocar sessões extras para não ter que fazer o pagamento de jetons. Só teremos sessões extras se o prefeito pedir devido à tramitação de um projeto que exija uma votação rápida, ressalta.
A nova lei também reduziu o salário do prefeito Vicenteo Okamoto (PSDB), de R$ 8 mil para R$ 5 mil, e do vice-prefeito, padre Pedro Speri (sem partido), de R$ 1,6 mil para R$ 1 mil. Na hora da votação, o vereador José Torres (PT) ainda apresentou um projeto substitutivo que previa aos vereadores um salário de R$ 1.083,00, mas a proposta foi rejeitada por 11 votos contra 1. Apenas o próprio Torres votou favorável à redução ainda maior.
Nossa proposta era para que cada vereador ganhasse um salário mínimo do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos), explica o vereador petista. Antes do PT, o PFL havia sugerido que o subsídio tivesse redução de 50%, o que abaixaria os salários para R$ 1,35 mil, mas não houve acordo. Tínhamos um acordo para que a proposta aprovada tivesse a unanimidade do plenário, conta o presidente Evaldo Kovalski.


