A Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu decidiu investigar supostas irregularidades no contrato entre a prefeitura e a empresa Nutriplus, responsável pela merenda escolar distribuída aos alunos da rede municipal de ensino. A Comissão de Investigação (CI) da merenda, criada na sessão de anteontem, vai avaliar se houve superfaturamento na renovação do contrato, assinada na última semana, e que tem o valor de R$ 2 milhões.
Segundo o autor do proposta, veredor Manoel Paz (PMDB), a prefeitura gasta R$ 0,63 em cada refeição – cerca de 30% a mais do que é pago por outros municípios do Estado, como Cascavel, Maringá e Londrina. O vereador chegou a mostrar um dos lanches distribuídos nas escolas – um copo com suco de uva e um cachorro-quente de dez centímetros.
Paz também apresentou, para os outros vereadores e para as 80 pessoas presentes na sessão, alguns dados sobre os pratos servidos aos alunos. ‘‘A empresa usa apenas 20 quilos de carne e seis de farinha para fazer uma polenta de frango. E isso tem que dar para 600 alunos’’, explicou. Cada porção dessa custaria R$ 370,00.
Depois de apresentadas as ‘‘provas’’, vereadores de oposição discutiram com os que apóiam o prefeito Harry Daijó (PPB), que é candidato à reeleição. A CI foi aprovada por 13 votos contra quatro, mas acabou desagradando os favoráveis à investigação. Isso porque quatro dos cinco integrantes da comissão pertencem a partidos coligados com o do prefeito.
O vereador Paz, o quinto integrante da comissão, ameaçou sair do grupo, mas foi informado pelo presidente da Câmara, Vilmar Andreola (PSDB), que deverá fazer um requerimento oficial. A comissão tem 90 dias para apresentar o relatório final.

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