Foz do Iguaçu - Vereadores de Foz do Iguaçu querem abrir uma comissão de inquérito para investigar o acúmulo de cargo público por parte do secretário estadual de Turismo e vice-prefeito da cidade, Cláudio Rorato (PMDB). O peemedebista não pediu afastamento do cargo na administração municipal para assumir a função no governo estadual, em janeiro.
Com a medida, ele pode assumir a prefeitura caso o prefeito de Foz, Sâmis da Silva (PMDB), se ausente do posto. A estratégia evitaria que o presidente em exercício da Câmara Municipal, Ney Patrício (sem partido), de aparente oposição ao grupo governista, assumisse o Poder Executivo numa eventual saída de Sâmis, argumentam os parlamentares.
Segundo o vereador Edson Mezomo (PPS), o acúmulo fere a Lei Orgânica - que obriga ''a Câmara a conceder licença ao prefeito, ao vice-prefeito para afastamento do cargo''- e o Decreto-Lei 201/67, que considera infração ''ausentar-se do município, por tempo superior ao permitido em lei, ou afastar-se da prefeitura, sem autorização da Câmara''.
Mezomo diz já ter as sete assinaturas mínimas para colocar, na sessão de hoje, a proposta de abertura da investigação. Se confirmada a irregularidade, os oposicionistas prometem pedir improbidade administrativa e cassação de Rorato. O procedimento também deve ser encaminhado ao Ministério Público Estadual.
A Folha tentou contato com Claudio Rorato, mas ele estava em viagem a Argentina. Conforme seu assessor direto, Airton José, o caso foi avaliado antes do peemedebista entrar na equipe do governador Roberto Requião (PMDB). ''Não existe vedação, não há exigência na Lei Orgânica, nem o Regimento Interno da Câmara (para o vice assumir outro cargo)''. A obrigação recai só para o prefeito, argumenta.
O assessor afirmou ainda que Claudio Rorato só pode tomar posse da prefeitura se ele pedir, antes, afastamento do Palácio Iguaçu.

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