Câmara de Curitiba prepara cortes para se ajustar à lei
A Câmara Municipal de Curitiba vai cortar desde o cafezinho até gastos com cargos de gabinete. O objetivo, segundo o presidente João Cláudio Derosso (PFL, foto), é o enquadramento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ele se reuniu anteontem com os vereadores para alertá-los da necessidade de reduzir as despesas da Casa. Segundo Derosso, os vereadores não se mostraram muito simpáticos à iniciativa.
O orçamento da Câmara previsto para 2001 é de R$ 33,6 milhões, o que representa uma queda em relação a 2000, quando atingiu quase R$ 44 milhões. Não podemos gastar mais de 70% do total com a folha de pagamento, explicou Derosso. Ou seja, o Legislativo não pode gastar mais de R$ 23,5 milhões com o pagamento de funcionários. Hoje, quase 90% é consumido pela folha, calcula o vereador.
O primeiro alvo são os cortes nas despesas com cargos de gabinete. Pela Constituição, os salários não podem sofrer redução. Mas como os cargos de gabinete não são concursados, podemos mexer na remuneração, disse o presidente da Casa.
O setor administrativo sofrerá cortes de pessoal. A intenção é enxugar quase pela metade o quadro que soma cerca de 70 pessoas, passando em 38 funcionários. Também serão reduzidas as despesas de custeio da Câmara, que incluem a compra de material de limpeza, papel, café, açúcar, entre outros produtos.
Derosso afirmou que estão sendo feitas simulações de cortes. Estamos rodando várias folhas fictícias, mexendo em vários pontos, até chegarmos a um resultado que se enquadre nas nossas metas.
Os trabalhos da Câmara se encerram no próximo dia 15, com a votação do orçamento do município para o próximo ano. A mensagem enviada pelo prefeito Cassio Taniguchi (PFL) prevê R$ 1,52 bilhão para o orçamento da capital do Estado em 2001.





