Além do parecer do Tribunal de Contas (TC), um dos argumentos usados pelos vereadores de Foz do Iguaçu favoráveis ao pagamento de jetom era de que a Câmara Municipal de Curitiba também tinha adicional para as sessões extraordinárias. O subsídio foi derrubado em segunda votação por unanimidade pelos 35 vereadores curitibanos no dia 26 de junho, mas até agora não há sinais que a atitude será copiada em Foz.
O fim do adicional na capital deixa os parlamentares iguaçuenses com uma vantagem em relação aos colegas dos maiores municípios do Paraná (Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Cascavel). Eles são os únicos, entre os vereadores desses cinco municípios, a receber por sessões extraordinárias, segundo diretores e presidentes de Câmaras de Vereadores ouvidos pela Folha.
O rejuste de 552% do jetom em Foz ocorreu após uma manobra política da antiga gestão. Em agosto do ano passado, a Câmara de Vereadores reduziu os salários de R$ 4,5 mil para R$ 3 mil – metade do valor mensal recebido por um deputado estadual, conforme determina a Constituição Federal. Em contrapartida, aprovou a recomposição do adicional de R$ 92,00 para R$ 600,00. Em Curitiba, cada vereador recebe R$ 4,5 mil por mês.(A.P.).

mockup