Câmara de Curitiba define pólos da Linha Verde
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segunda-feira, 19 de maio de 2008
Karla Losse Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Câmara Municipal de Curitiba aprovou ontem, em segunda discussão, por 27 votos favoráveis e cinco contrários, o projeto de lei que define pólos ao longo da Linha Verde, avenida construída no trecho urbano da BR-116. O projeto prevê a localização de sete pólos nas margens da avenida, no trecho compreendido entre a avenida Comendador Franco e o Terminal do Pinheirinho. Aponta ainda a criação de uma área de transição, que fica próximo ao bairro Atuba. Entre os incentivos para a construção nestas áreas está o aumento do potencial construtivo, que hoje é de 12 pavimentos, para altura livre, podendo atingir até três vezes a área do terreno.
A inclusão da área de transição, que refere-se somente uma parte de terreno pertencente ao Jockey Club do Paraná, causou polêmica. Segundo a vereadora Professora Josete (PT), que votou contra o projeto, deveria existir mais discussão sobre o assunto. ''Nenhum parecer técnico foi apresentado para justificar a inclusão deste trecho, que está fora dos perímetros da Linha Verde, no projeto. A única explicação que podemos encontrar é o fato de que o Jockey passa por dificuldades financeiras e isto os ajudaria a superá-las'', afirma. Ela defende que sejam explicados quais os critérios utilizados na definição dos locais para a criação dos pólos.
Já o líder da bancada de apoio ao prefeito Beto Richa na Câmara, vereador Mário Celso (PSDB), defende que o assunto foi amplamente discutido. ''Foram realizadas 42 audiências sobre o assunto, além de seminários.'', explica. Ele, porém, não nega que a medida irá ajudar o Jockey. ''O Jockey será beneficiado assim como toda a cidade, a definição obedeceu a critérios técnicos e de ocupação da região'', finaliza.


