Câmara de Curitiba aprova 'trem-da-alegria'
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quarta-feira, 04 de maio de 2005
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os vereadores de Curitiba aprovaram ontem em segunda votação os dois projetos de lei que autorizam a criação de 143 novos cargos em comissão (preenchido sem concurso público) para a prefeitura e para a Câmara. As medidas vão ter um impacto de R$ 5,2 milhões nas contas do município. A oposição contesta os projetos, taxando-os de ''trem-da-alegria''.
Do total de funcionários, 87 são para a prefeitura, no valor de R$ 3,6 milhões, e 56 para a Câmara, no valor de R$ 1,6 milhão.
Apenas a bancada do PT e a do PPS votaram contra os projetos. Os vereadores do PT se comprometeram a não aceitar os funcionários que teriam direito com a aprovação da lei.
Na prefeitura, os novos cargos vão preencher vagas em novas secretarias e autarquias. ''Para preencher estes cargos o governo precisa ir atrás de especialistas e isso buscamos no mercado'', justificou o secretário municipal de Governo, Maurício de Ferrante.
Os salários, segundo o projeto de lei, variam entre R$ 820 e R$ 7.155. São 18 cargos para a presidência da Câmara e um para cada gabinete dos 38 vereadores.
Os votos contrários foram dos três componentes da bancada do PT, dos três vereadores da bancada do PPS e do vereador Serginho do Posto (sem partido).
''Nada impede que seja feito concurso público para preencher os cargos'', protestou a vereadora Professora Josete (PT). O PT alega ainda que os projetos chegaram há menos de 15 dias na Câmara e já foram aprovados pela Procuradoria Jurídica da Casa.
Já o PPS, apesar ser da base aliada do prefeito Beto Richa (PSDB), decidiu em uma reunião com o diretório estadual do partido que seus representantes votariam contra o projeto. Os dois projetos vão agora para a sanção do prefeito.


