Curitiba - A Câmara Municipal de Curitiba teve ontem sua primeira sessão depois das eleições municipais. Além de votar alterações em alguns dispostivos da lei tributária da prefeitura, algumas emendas e projetos de vereadores e os convencionais projetos de nomes de locais públicos e títulos de cidadania honorária, ontem iniciou-se o prazo para os parlamentares apresentaram emendas para o orçamento municipal do ano que vem. A votação deve acontecer na semana que vem.
Com a abstenção de dois vereadores Osmar Bertoldi (PFL), que estava licenciado até o último dia 1º por ter concorrido à eleição municipal, e Pastor Vlademir Soares (PL) , foi aprovado ontem o projeto da Prefeitura que prevê alterações na lei tributária da Capital, entre elas a diminuição de 3% no Imposto Sobre Serviço (ISS). A oposição queria prorrogar a votação para ampliar a discussão do tema, mas foi derrotada pela maioria.
O projeto de lei que trata sobre o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) de Curitiba, que está gerando polêmica, não entrou na pauta de ontem. Ele deve entrar na pauta nas próximas duas semanas. A Prefeitura propõe a correção do valor do imposto de 0,1% a 8%, índice, segundo a prefeitura, menor que a inflação. O projeto prevê ainda que quem pagar até o dia 3 de janeiro de 2005 tem desconto de 20%. O prefeito eleito Beto Richa (PSDB) já se manifestou contrário a essa data, querendo estendê-la para o dia 20 de janeiro. O vereador André Passos (PT) e a vereadora Roseli Isidoro (PT) já avisaram que vão contestar o projeto. ''O prazo do desconto tem que ser prorrogado e esse índice está acima da inflação'' afirmou o vereador.

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