Curitiba - Os vereadores de Colombo rejeitaram anteontem à noite, por oito votos contra quatro, o pedido de cassação do vereador Joaquim Gonçalves de Oliveira (PNM), conhecido como ''Oliveira da Ambulância''. A sessão que analisou os relatórios das comissões de Ética e de Constituição e Justiça começou por volta das 16h e terminou às 22h40. Foram lidas 550 páginas com depoimentos de testemunhas de acusação e de defesa que relataram em detalhes as supostas torturas que o enteado de Oliveira teria sofrido em janeiro deste ano. Os relatórios recomendavam a cassação, mas a votação foi secreta.
O presidente da Câmara de Colombo, Onéias Ribeiro (PT), disse que os parlamentares resolveram manter o mandato de Oliveira da Ambulância por entenderem que os atos praticados pelo vereador eram isolados e não tinham conexão com o exercício parlamentar. ''Acho que demos o exemplo. Investigamos o caso, abrimos sindicância e submetemos à apreciação do plenário. Não houve corporativismo. Trabalhamos quatro meses, agimos rapidamente. Poderia ter arquivado o caso, mas acreditei no julgamento popular'', disse ele. O plenário estava lotado, mas não houve desordem.
Preso no dia 26 de janeiro, Oliveira da Ambulância foi libertado em março. Chegou a ser preso novamente com a argumentação de que estaria coagindo testemunhas. Entre elas, a ex-mulher que teria sido ameaçada a não depor sob pena de corte de pensão alimentícia. Segundo o inquérito policial, Oliveira teria espancado e acorrentado o enteado de oito anos. O parlamentar negava as torturas relatadas no processo e admitia apenas algumas ''cintadas''. A FOLHA tentou falar ontem com o vereador, mas não conseguiu localizá-lo.

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