Curitiba - O Conselho de Ética da Câmara Municipal de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, concluiu ontem um relatório que pede a cassação do vereador Joaquim Gonçalves de Oliveira (PMN) por quebra do decoro parlamentar. Mais conhecido como ''Oliveira da Ambulância'', ele foi preso pela segunda vez anteontem por acusações de ter espancado e torturado o enteado, de 9 anos.
O processo de cassação contra Oliveira foi aberto pelo Conselho de Ética há pouco mais de um mês, depois que ele foi preso pela primeira vez. Segundo o vereador Hélio Feitosa (PPS), presidente do Conselho, foram analisados os inquéritos e processos instaurados pela Polícia Civil e pela Justiça contra Oliveira. Além disso, o próprio acusado e outras pessoas envolvidas no caso também foram ouvidas pelos vereadores.
No fim do processo, os três vereadores responsáveis pela apuração aprovaram um relatório de 459 páginas que pede a casação de Oliveira por quebra do decoro parlamentar. ''Não estamos querendo adiantar o julgamento da Justiça, que é quem vai decidir se ele deve ser condenado ou não. Apenas consideramos que houve um desvio de conduta do vereador que está prejudicando a imagem da Câmara'', justificou Feitosa.
Ele classificou como uma ''coisa ridícula'' para a Câmara o fato de Oliveira ter sido preso anteontem na porta da sede do Legislativo municipal. Esta foi a segunda detenção de Oliveira. Ele havia sido libertado no dia 1º de março. Mas depois de acusações de que estaria coagindo a ex-mulher, Adinir de França, e o filho dela, vítima da violência, acabou sendo preso novamente.
Ontem, o Conselho de Ética entregou o pedido de cassação de Oliveira à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Agora, a CCJ vai analisar se o parecer do Conselho é constitucional. Caso isso ocorra, em no máximo 15 dias o processo deve ser levado ao plenário. Para que Oliveira seja cassado, será necessário o apoio de nove dos doze vereadores que terão direito a voto.

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