Câmara de Cascavel altera projeto
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segunda-feira, 22 de abril de 2002
Gilmar Agassi Equipe da Folha 
Cascavel - Os vereadores de Cascavel vão alterar o projeto de lei que autoriza a contratação de 21 novos cargos de comissão, chamados de assessor especial de gabinete. Os vereadores estabeleceram um limite máximo com base na Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita o aumento real dos gastos da Câmara com folha de pagamento de um ano para outro em 10%, permitindo que cada novo assessor ganhe até R$ 975,00.
Na resolução inicial do projeto de lei, cada assessor especial de gabinete poderia receber salários entre R$ 1,5 mil a R$ 3,05 mil. Apesar da alteração, o presidente do Legislativo, Atair Gomes da Silva (PDT), confirmou que não irá promulgar a lei. Ele aguarda um parecer oficial do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Instituto Brasileiro de Administração Pública (Ibam) sobre a criação dos cargos.
Sobre as alterações no projeto de lei, Silva afirmou que estou salvaguardando a minha responsabilidade administrativa. Ele ressalta que sua posição de não promulgar o projeto, não impede que a criação dos cargos seja levada adiante pelos demais vereadores.
O vice-presidente da Câmara, Alcebíades Pereira (PDT), garantiu que irá promulgar a resolução, por entender que o Legislativo local é o que menos gasta em comparação com cidades do mesmo porte. Quando se quer defender aumento de impostos se compara Cascavel a Foz do Iguaçu, Maringá e Londrina. Agora, quando se deseja melhorar o atendimento na Câmara, se compara os gastos a Ampere, Capanema e outras cidades menores. Isso é hipocrisia, reclama.


