Câmara de Cambé tenta cancelar compra de áreas
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sábado, 20 de setembro de 2014
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Para recuperar aos cofres públicos R$ 1,1 milhão, a Câmara de Vereadores de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) quer desfazer a compra, feita em julho, de três terrenos conjugados, localizados na Avenida Esperança, Jardim Café. No local seria construída a nova sede do Legislativo, mas, em recomendação administrativa, o Ministério Público (MP) do Paraná questionou a falta de licitação para a aquisição dos imóveis e o fato de dois dos seis vendedores serem servidores municipais. Os ex-proprietários receberiam na sexta-feira o ofício da Câmara informando sobre o impedimento para o negócio. Pela Lei Orgânica Municipal, os servidores são impedidos de contratar com o Poder Público.
O presidente do Legislativo, Elizeu Vidotti (PROS), disse desconhecer o vínculo dos dois proprietários, que são médicos, com a Prefeitura de Cambé. "Em nenhum momento, em toda a fase de qualificação, foi colocado que eram servidores e ninguém aqui na Câmara tinha essa informação." Ele, porém, defendeu a dispensa de licitação no procedimento. Segundo Vidotti, o procedimento administrativo seguiu a lei. "Os terrenos tiveram avaliação de três profissionais, têm a localização exata para a nova sede, perto do Fórum, da Delegacia de Polícia Civil, da PM, da Justiça Eleitoral e do TRT." Por outro lado, "neste caso da legislação municipal não há o que discutir e temos que desfazer".
Vidotti justificou a necessidade de uma nova sede para a Câmara e informou que continuará a busca por outras áreas. "A Casa é pequena, os setores administrativos são cubículos. Tivemos recentemente que adaptar para a acessibilidade, mas a estrutura não comporta o elevador para cadeirantes." Embora seja favorável ao aumento no número de vereadores para 13 hoje são 10 , Vidotti negou que esse seja o principal motivo para a mudança.


