O projeto de lei de autoria do Executivo que autoriza a Prefeitura de Cambé a terceirizar os serviços de varrição, coleta seletiva de lixo e manutenção do aterro sanitário, foi aprovado ontem, em primeira discussão, pela Câmara de Vereadores. O projeto segue para segunda, e última, votação na próxima segunda-feira.
No dia 21, por seis votos a três, os vereadores recusaram a proposta de realização de uma audiência pública para discutir a terceirização apresentada pelo presidente da Comissão de Participação Popular, vereador João Pavinato (PSDB). Pavinato emitiu parecer contrário ao projeto, alegando falta de um estudo de impacto financeiro da terceirização no orçamento municipal. A Comissão de Constituição e Justiça deu parecer favorável ao projeto.
''Vamos esperar que a comunidade faça a parte dela e que o pessoal mude de idéia porque tem a segunda votação'', disse Pavinato. Na última sexta-feira, 23 entidades comunitárias assinaram uma carta contrária à terceirização. ''O projeto visa passar os serviços para uma empresa particular, que custa mais caro. Além disso, não veio com as explicações devidas e o vereador não tem condições de fazer a avaliação correta'', argumentou.
O secretário Municipal de Obras, Alcino Fávaro, defendeu que a terceirização é a alternativa encontrada pelo Executivo para limpar a cidade. ''Avaliando a falta de gente (servidores), se realmente o prefeito quer limpar a cidade, ele tem que fazer alguma coisa'', disse. A administração argumenta que somente deverá saber o custo da terceirização quando abrir a concorrência pública.

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