A Câmara de Bauru, no interior de São Paulo, cassou ontem, pela segunda vez, por unanimidade, o mandato do prefeito Antonio Izzo Filho (PPB). A votação ocorreu no início da noite e aprovou as acusações formuladas contra o prefeito: omissão, negligência e falta de decoro para o exercício da função.
Haviam 14 acusações de fornecedores da prefeitura contra Izzo, que denunciaram a existência de um esquema de propina. Izzo Filho havia sido cassado em agosto - também por negligência e omissão -, no caso de desapropriação de um terreno, onde assessores do primeiro escalão obrigaram o expropriado a lhes entrregar um cheque de R$ 100 mil.
Voltou ao cargo em dezembro, por força de uma liminar, mas, em 3 de fevereiro, foi novamente afastado por uma liminar do juiz Mauro Ruiz Daró, da 3ª Vara Cível de Bauru, que o retirou do cargo para evitar prejuízos às investigações sobre extorsão que teria praticado contra a empresa de ônibus da cidade. Depois do afastamento, Izzo Filho foi acusado - por ex-auxiliares presos - de ser o mandante de atentados praticados contra vereadores e outros opositores. A prisão preventiva dele foi decretada por duas vezes - extorsão e atentados - e, desde então, está foragido.

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