A Câmara de Vereadores de Arapoti (149 km ao sul de Jacarezinho) arquivou o relatório final da Comissão Especial de Investigação (CEI), que apurou as denúncias contra oito vereadores. Eles são acusados de desvio de R$ 140 mil entre janeiro de 2001 e abril de 2002. A CEI havia sugerido a cassação de quatro vereadores e a advertência legal para outros quatro. A decisão de arquivar foi tomada ontem, durante sessão extraordinária, que começou às 9 e terminou às 15 horas.
O relatório da CEI constatou o desvio de dinheiro e a má administração da Câmara. O presidente da Câmara, Divair Silva (PT), disse que estava desapontado com o resultado. ''A Câmara não deu a resposta que a população queria'', lamentou. A votação foi secreta.
A CEI foi instaurada em setembro após o Ministério Público oferecer denúncia contra oito vereadores e cinco funcionários da Câmara em uma ação penal pelo crime de peculato e em uma ação civil pública por improbidade administrativa. Segundo o MP, o esquema funcionava com a utilização de parte do repasse mensal de R$ 40 mil realizado à Câmara pela prefeitura.
Os vereadores Orlando de Souza (PPB), João Carlos Ribeiro (PSC) Osires José Gouveia (PSDB) e Dilmar Gouveia Paz (PSC), membros da Mesa Diretora, foram apontados como os principais beneficiados pelo esquema. Os vereadores foram afastados por meio de uma liminar da Justiça proposta pelo MP. Apesar do arquivamento do relatório da CEI, eles continuam afastados do cargo, mas continuam recebendo salário.
Os vereadores Nelson Luiz Bonardi (PSC), Odenir Fátima Zolondeck (PSDB), Francilei Baitala de Oliveira (PTB) e Edvaldo Almeida Pontes (PFL) também foram relacionados na CEI. A comissão solicitava uma advertência legal para os vereadores porque teriam participado das operações. A pena seria mais branda, segundo o relatório, porque eles não gerenciavam os recursos da Câmara. Para os membros da CEI, os vereadores acusados declararam que eram inocentes.

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