Câmara de Apucarana reprova contas de Pegorer
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de março de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem local 
A Câmara dos Vereadores de Apucarana reprovou, na noite de quarta-feira, as contas do ex-prefeito, Valter Pegorer (PMDB). Apesar da recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) pela aprovação, Pegorer foi derrotado com 8 votos, dos 11 vereadores da Casa. As contas reprovadas são referentes ao exercício do ano de 2007.
As comissões de Finanças e Orçamento e Justiça e Redação qualificaram as ações como ''irregularidades insanáveis''. Entre estas irregularidades apresentadas estão a falta de repasse dos valores consignados em folha de pagamento em favor do INSS; a falta de inscrição de dívida fundada do município; e a ausência de pagamento de precatórios notificados antes de julho de 2006.
Os vereadores rejeitaram o parecer prévio, emitido através do Acórdão 1445/2009 do TCE, que era pela aprovação das contas, com ressalvas. ''O Tribunal de Contas não aprova ou reprova as contas municipais. Ele apenas emite um parecer. Por lei, quem aprova ou reprova é a Câmara e, neste caso, a maioria dos vereadores acabou decidindo pela reprovação'', afirmou o presidente da Câmara, Alcides Ramos Júnior (DEM).
O presidente da Câmara ressaltou que, mesmo o TCE tendo sugerido a aprovação, apresentou as ressalvas que embasaram a decisão da Casa. Alcides Ramos afirmou, ainda, que a Câmara apenas se valeu do seu direito de fiscalizar e contribuir com as atividades políticas em Apucarana. ''O principal motivo de todos foi justamente a falta da inscrição da dívida fundada do município. Isso fez com que a cidade adquirisse outros empréstimos, o que comprometeu a dívida do município. Se não houvesse irregularidades o TCE não as teria apontado'', concluiu.
Valter Pegorer esteve no plenário, acompanhado por dois técnicos. A presidência deu a eles 30 minutos para a defesa. No entanto, os argumentos apresentados por Pegorer não foram suficientes para mudar a opinião dos vereadores.
Sobre a reprovação, Valter Pegorer, alega que a decisão não passa de um ataque político, que não respeitou os embasamentos técnicos, nem os argumentos apresentados, por ele, durante a sessão. ''Foi um ataque pessoal. Mas, eu ainda estou tranquilo, com relação as alegações. Mesmo assim, vou recorrer na justiça, em todas as instâncias. Inclusive, pretendo acioná-los em esfera cível, frente as acusações que são muito fortes e levianas'', afirma o ex-prefeito.
Caso venha a ser confirmada a decisão na justiça, uma das penas pode ser a declaração de inegibilidade do ex-padre e ex-prefeito para qualquer cargo político nos próximos anos.


