Câmara de Andirá quer instituir Código de Ética
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sábado, 08 de setembro de 2001
De Curitiba 
Na opinião de alguns vereadores da oposição, a prefeitura estaria usando de artifícios para evitar a licitação em algumas áreas da administração pública. Ao invés de abrir concurso para contratar empresas privadas, o município estaria fragmentando a contratação, evitando chegar ao teto que obriga a concorrência. Ou, então, estaria se valendo das organizações sociais para burlar a lei. A assessoria de imprensa da prefeitura garante que todas as licitações estão de acordo com a lei.
O vereador e líder da bancada petista, André Passos, diz que a prefeitura tem se valido das organizações sociais Instituto Curitiba Informática (ICI) e o Instituto Curitiba Saúde (ICS) para burlar a lei. Mesmo com recursos municipais, ele cita que o ICI contrata quem deseja. A assessoria da prefeitura argumenta que uma lei, aprovada pela Câmara em 1997, permite essa liberdade.
Mas Passos entende que, dessa maneira, falta controle. Ele cita que as últimas contratações beneficiaram um grupo de três empresas. ''E a prefeitura vem aumentando os respasses para o ICI'', criticou.
Crítica semelhante tem o vereador Tadeu Veneri (PT). Segundo ele, o setor de contratação de publicidade estaria fragmentando anúncios para evitar licitação. Veneri solicitou à presidência da Câmara que pedisse informações sobre esses contratos, mas o pedido foi negado.
Essa falta de informação é criticada pela vereadora petista Clair Martins. Ela afirma que já solicitou informações sobre os contratos da Urbs com a empresa de locação de automóveis Contrans. O pedido não foi atendido. A vereadora suspeita de irregularidades no contrato. Mesma suspeita paira sobre o contrato de lixo. No entanto, a assessoria da prefeitura garante que os contratos passaram por licitação e estão regulares.(I.R.)


