A exemplo do que já fizera ao prefeito Barbosa Neto (PDT), na véspera, a respeito de denúncia sobre a Guarda Municipal, a Mesa Executiva da Câmara de Londrina abriu ontem prazo de sete dias úteis também ao vereador Paulo Arildo (PSDB) para apresentação de defesa preliminar.
O tucano é alvo de uma representação apresentada no último dia 4 pelo corregedor da Casa, Rony Alves (PTB), que apontou quebra de decoro parlamentar em função da acusação que Arildo sofreu, por parte do Ministério Público (MP), de supostamente ter se apropriado de parte dos salários de três ex-assessores.
A medida da Corregedoria foi tomada após decisão da 10 Vara Cível de Londrina, que condenou o parlamentar, por improbidade administrativa, à perda do mandato e à suspensão dos direitos políticos por 10 anos.
A decisão da Mesa se baseou em parecer da Procuradoria Jurídica do Município. De acordo com o presidente da Câmara, José Roque Neto (PTB), a defesa poderá ser feita oralmente ou, ''preferencialmente, por escrito''. ''A Corregedoria fez um trabalho sério muito delicado, mas temos a convicção de que o vereador vai se defender'', disse.
Indagado se o fato de, em maio, Rodrigo Gouvêa (PRP) ter se livrado de abertura de Comissão Processante (CP) pode abrir precedente favorável ao tucano, dessa vez, Roque Neto resumiu: ''Creio que a Casa tende sempre a crescer e a amadurecer com esses episódios''.
Semana passada, o advogado de Arildo, Dely Dias Neves, protocolou no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) pedido de reconsideração da decisão de primeira instância.

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