A Câmara de Vereadores de Curitiba vai entrar em 2001 já adequada à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). É o que garante o presidente da Casa, João Cláudio Derosso (PFL). Foram necessários diversos cortes de gastos, que passaram pelos gabinetes dos 35 vereadores. O orçamento da Câmara este ano foi de R$ 40 milhões, mas a previsão para o ano que vem já foi enxugada para R$ 27 milhões. Dos R$ 13 milhões cortados, R$ 3 milhões se referem a gastos de custeio e R$ 10 milhões em pessoal.
O limite para cada vereador gastar com salários no gabinete está em R$ 14 mil por mês. O valor era mais alto, próximo a R$ 19 mil mensais, segundo Derosso. Além desses recursos, cada vereador tem uma cota de três mil selos por mês, um carro (costumavam ser dois, alugados), direito a dois mil xerox (eram três mil) e ligações gratuitas para telefones fixos. Ligações DDD, DDI e para celulares são descontadas do vereador. No caso do automóvel, o vereador arca com os custos de combustível e seguro. A mesa executiva comsome cerca de R$ 37 mil por mês, pelos cálculos de Derosso. Esse valor refere-se apenas ao pagamento dos cargos de gabinete dos componentes da mesa. O presidente tem direito a R$ 10 mil, o primeiro vice R$ 5 mil e o segundo R$ 4 mil. O primeiro e o segundo secretários contam com verba de R$ 5 mil e o terceiro e quarto com R$ 4 mil. (Maria Duarte)

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