Reunida por mais de duas horas na tarde desta sexta-feira (23), a Mesa Executiva da Câmara Municipal optou em prosseguir com a solicitação do vereador Filipe Barros (PRB) em cassar os mandatos de seus ex-colegas de Casa, Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV). Os dois estão afastados do órgão desde o início da Operação ZR-3, do Gaeco, que apura a possível formação de um grupo corrupto entre agentes públicos e pessoas da iniciativa privada para mudanças pontuais de zoneamento em Londrina. Dois dias após a investigação ser deflagrada, Barros protocolou a denúncia. Na época, ele tratou o caso como "gravíssimo".

No começo deste mês, a Câmara recebeu as defesas dos parlamentares denunciados pelo Ministério Público. O presidente do Legislativo, Ailton Nantes (PP), limitou-se a dizer que "as alegações encaminhadas pelos advogados preencheram os requisitos". Agora, toda a documentação foi remetida apenas para ciência aos demais vereadores, investigados, autor da representação e a Procuradoria Jurídica. A pasta é encarregada de analisar a viabilidade constitucional do desejo de Filipe Barros. Takahashi e Alves também ganharam mais prazo para questionarem os apontamentos da Mesa.

"O mérito da questão só será analisado depois dessa etapa", comentou Nantes, referindo-se à consulta dos defensores. O pedido para uma eventual formação de Comissão Processante (CP) só será aprovado por maioria do plenário. Durante a votação, não poderão participar os suplentes dos vereadores afastados, Tio Douglas (PTB) e Valdir dos Metalúrgicos (SD), e Barros. A comissão terá até 90 dias para se aprofundar no caso. Segundo o Ministério Público, Takahashi e Alves eram os líderes da suposta organização criminosa. Eles foram denunciados junto com mais 11 pessoas na ZR-3. O processo tramita na 2ª Vara Criminal.

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