A Câmara Municipal de Curitiba aproveitou o ‘corre-corre’ de final do ano legislativo para promover uma mini-reforma administrativa, que entrará em vigor a partir de 98. Os vereadores aprovaram projeto que extingue 39 cargos de carreira e cria outros 58.
As nomeações serão políticas. Trinta e cinco dos 58 cargos - de assistente em informática - estão reservados para os gabinetes dos vereadores. O salário é em média de R$ 1,5 mil. Se acrescido às gratificações de representação pode chegar a R$ 2,9 mil.
Três cargos são de assistente de recepção (com salário ainda não estipulado), três de assistente de serviços de copa (também indefinido), cinco de assessor de imprensa (R$ 1,1 mil), um de chefe de assessoria de cerimonial (R$ 1,4 mil) e onze de assistente parlamentar (cuja remuneração básica fica entre R$ 1,1 mil e R$ 1,4 mil).
Os cargos de assistente de informática já estarão liberados para nomeação a partir do início de fevereiro, estima o presidente da Câmara, vereador João Claudio Derosso (PFL). Segundo ele, o processo de informatização do Legislativo municipal exigiu mudanças na estrutura administrativa. Ele espera concluir o processo junto com a inauguração do novo prédio da Câmara, cujo término está previsto para final de janeiro de 98.
De acordo com o projeto, os cargos extintos foram: três de auxiliar legislativo, sete de técnico legislativo, três de auxiliar de segurança, quatro de auxiliar de serviços, dois de motorista, 13 de auxiliar administrativo, um de técnico administrativo, dois de técnico em contabilidade, um de técnico em enfermagem, um de enfermeiro, um de médico e um de psicólogo.
O PT e o PDT questionaram a mini-reforma autorizada pela Câmara. O vereador Tadeu Veneri (PT) afirma que não havia necessidade de se criarem os novos cargos de assistente em informática, mas o remanejamento de funções já existentes e que estavam desativadas. ‘‘Os cargos já existiam. Não havia necessidade de se criar uma nova fonte de despesa’’, pondera.
Jorge Bernardi (PDT) apresentou emenda proibindo a contratação de parentes para as funções recém-criadas. A proposta do vereador foi derrubada pela maioria do plenário. (L.D.)

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