Brasília - O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), decidiu fazer economia e cortar inicialmente R$ 70 milhões do orçamento da Casa. Em um primeiro momento, o corte deverá ser feito nos investimentos que estavam previstos para a construção de um novo anexo para gabinetes e na biblioteca da Casa. Estimativas iniciais mostram que a suspensão da construção do anexo 5, cujo dinheiro já estava previsto no orçamento de R$ 3,5 bilhões da Câmara neste ano, já seria suficiente para essa economia.
''Este deverá ser o primeiro corte. O grupo de trabalho está examinando se há alguma coisa mais que possa ser cortada'', afirmou Temer. A direção geral da Casa está examinando o orçamento para verificar em que áreas poderiam ser realizados os cortes.
A Câmara gasta a maior parte de seu orçamento com o pagamento de pessoal. A folha de pagamento, somando os funcionários ativos, os aposentados, os pensionistas e os encargos sociais, chega a R$ 2,6 bilhões por ano, 74% do orçamento anual.
O projeto para a construção do novo anexo já está pronto. Pela proposta da Mesa Diretora anterior, presidida por Arlindo Chinaglia (PT-SP), a obra seria paga com parte do dinheiro arrecadado com a venda da folha de pagamento. A Câmara vendeu a exclusividade de manter o pagamento dos salários dos deputados e dos servidores no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal por R$ 230 milhões.

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