A votação do relatório final da Comissão Processante (CP) que investigou a denúncia de que o vereador Rodrigo Gouvêa (PRP) teria contratado uma assessora ''fantasma'' para seu gabinete criou uma situação incomum na Câmara Municipal. Por conta da representação ter sido feita pelo corregedor da Casa, vereador Roney Alves (PTB), ele está impedido de votar na próxima segunda-feira e há a necessidade da convocação de um suplente. A questão é que o primeiro convocado não deve aceitar, os dois seguintes faleceram e o quarto também avisou que não irá atender ao chamado. A incumbência deve sobrar para Ademir Zacarias da Silva - 5º suplente.
Na última terça-feira, o relator da Comissão Processante, Tito Valle (PMDB), divulgou o relatório final dos trabalhos que considera improcedente a denúncia por quebra de decoro parlamentar contra Gouvêa e indicou o encaminhamento para a Comissão de Ética. O documento foi repassado aos vereadores e na próxima segunda-feira, a partir das 8 horas, será votado no plenário da Câmara. Para ser aprovado, o relatório precisa ter a concordância de, no mínimo, 10 vereadores. Caso a mesma maioria simples rejeite o parecer, fica valendo a denúncia e Gouvêa terá o mandato cassado.
Em entrevista à Rádio Paiquerê AM, o ex-vereador Sidney de Souza (PTB) adiantou que, por razões profissionais, não pretende aceitar a convocação para ser o substituto de Rony na votação. Mas até o final da tarde de ontem, ele não havia formalizado sua desistência. Os dois suplentes seguintes - Miguel Quessada Pelegrino e Heloisa Helena da Silva - faleceram. O quarto suplente, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), também afirmou à mesma rádio não ter intenção de aceitar a missão.
Neste caso, caberia ao quinto suplente, Ademir Zacarias da Silva (PSC), participar da votação. Ontem, ele assegurou à FOLHA que está disposto a comparecer, se for necessário, e que já estava se ''inteirando'' do assunto. Antes de decidir o voto, porém, quer debater sua posição com a direção municipal do partido. De antemão, garantiu que não irá ceder à pressões. ''Estamos acostumados a trabalhar com isso e temos nossa ideia praticamente definida. É só mesmo acrescentar algumas posições, principalmente a do partido. Nunca fui político e o objetivo é ser um representante da população lá dentro'', concluiu. No entanto, Silva também corre o risco de não ser convocado, já que apesar de ter disputado as eleições pelo PTB se filiou posteriormente ao PSC.
Por precaução, a Câmara convocou oficialmente os seis primeiros suplentes e solicitou que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) faça a diplomação de todos eles, o que pode acontecer até minutos antes do início da sessão.

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