Os vereadores londrinenses aprovaram em segunda discussão o subsídio de R$ 12,9 mil para a próxima legislatura, a partir do ano que vem. Embora o valor represente redução sobre os atuais R$ 15 mil que os parlamentares recebem hoje, a Câmara desconsiderou a sugestão do Conselho Municipal de Transparência e Controle Social (CMTCS), para que não houvesse reposição inflacionária para os salários dos vereadores, mas, sim, a vinculação de eventuais reajustes ao crescimento da arrecadação municipal, geralmente inferior ao índice da inflação. Agora o projeto segue para a sanção do prefeito Alexandre Kireeff (PSD).
Em ofício direcionado ao CMTCS na semana passada, a Mesa Executiva havia afirmado que não vai se "furtar a discutir o tema", mas manteve a reposição inflacionária, conforme vem sendo adotado na atual legislatura. Quando começaram o mandato, em 2013, os vereadores recebiam R$ 12 mil. Ontem, após a rápida sessão da Câmara, encerrada por volta das 16h30, o presidente Fábio Testa (PPS), o Professor Fabinho, justificou a medida com base na isonomia. "Isso (reposição sobre as receitas) pode ser debatido, sem problemas, mas dentro de um princípio isonômico. Tratar dessa forma um vereador, eu vejo como sendo desrespeitosa ao nosso trabalho, pois trata-se de uma questão constitucional. Ou seja, ou é para todo mundo, ou para ninguém."
No ofício em resposta ao Conselho, a Casa também ressalta a atuação parlamentar abaixo dos gastos constitucionais, como o número de vereadores (hoje 19, mas poderia chegar a 25) e os vencimentos, que poderiam chegar ao teto de R$ 18,9 mil, 75% dos ganhos dos deputados estaduais. No documento, a Mesa afirma que não haverá alteração nesses itens.
A reportagem procurou a presidente do CMTCS, Vera Suguihiro, mas ela informou que ainda não havia recebido a reposta da Câmara. Segundo a vice-presidente do órgão, Francesca Amaral, para quem o ofício foi entregue diretamente no Legislativo, o documento deve ser discutido apenas na próxima reunião, marcada para a próxima segunda-feira.

Assessores
Cada vereador pode indicar de três a cinco assessores para o gabinete, totalizando gastos de até R$ 24,3 mil. No caso do presidente, o regimento prevê até seis assessores, com teto de custos em R$ 33 mil. De acordo com a assessoria de imprensa, a contratação e o pagamentos dos salários são feitos diretamente pela Câmara, pois não cabe aos parlamentares a administração da verba. Não há previsão de reajuste nos valores destinados ao pagamento de assessores na Câmara de Londrina.

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