Figueira A Câmara de Figueira (125 quilômetros ao sul de Jacarezinho) aprovou anteontem, por 7 votos a 1, a proposta de afastamento provisório do prefeito Jaime Higino dos Santos (PSL) por 120 dias. O prefeito já havia sido afastado pela Justiça, na semana passada, pelo mesmo prazo. O presidente da Câmara Luiz Antônio de Souza (PFL) disse que os vereadores querem assegurar a manutenção das investigações caso Santos consiga suspender a decisão judicial.
Os vereadores identificaram irregularidades na aquisição de veículos, existência de funcionários fantasmas, utilização indevida dos recursos públicos. ''Encontramos 670 folhas de cheque assinadas em branco e anuladas'' comentou Souza. O vice-prefeito José Carlos Contiero (PDT) assumiu o cargo.
Souza não descarta a participação de outros funcionários da prefeitura nas denúncias do MP, mas disse que os vereadores só se manifestarão após a realização de uma auditoria na prefeitura. O vereador disse que a abertura de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) também foi adiada até que uma empresa privada realize uma auditoria nas contas públicas do município. Santos foi afastado pela juíza da comarca de Curiúva, Letícia Marina Conte. Segundo o MP, o prefeito é suspeito de desviar R$ 27,5 mil através de pagamentos a funcionários em cargos de comissão.
Souza também alertou que, além dele, os vereadores Lozer Proença (PSDB) e Luiz Gomes (PTB) estão sendo ameaçados. O presidente adverte que as ameaças tiveram início há seis meses, mas que se intensificaram agora. Ele disse que o MP foi comunicado no início da semana e que todas as sessões têm a presença de membros da Polícia Civil e Militar.
Esses vereadores lideraram a oposição ao prefeito durante os dois anos de gestão. Souza disse que, além das medidas administrativas, os parlamentares mudaram sua rotina para evitar retaliações. Ele afirmou que parcelas da comunidade devem realizar, hoje, uma passeata de apoio à investigação. Higino não foi localizado.

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