Em uma sessão com poucos projetos em pauta, a Câmara Municipal de Londrina (CML) aprovou ontem, em segunda discussão, o projeto de lei (PL) que autoriza remanejamento de recursos para reformar a sede da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) e a modificação no conceito de transporte urbano para a implantação do Superbus em Londrina. Os textos seguirão
O PL 119/2015 institui o programa "A Caminho da Excelência nos Serviços Funerários" e prevê alterações na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), concedendo suplementação de R$ 884 mil à Acesf. Os recursos têm origem no superavit registrado para o exercício atual.
Os recursos serão utilizados, de acordo com a justificativa do texto, para reformar a sede em 330 m², adquirir móveis e equipamentos, comprar maquinário e equipamentos agrícolas e rodoviários, pavimentar 2,5 mil metros quadrados de ruas dos principais cemitérios e cuidar de portais, muros e calçadas destes locais.
No caso do Superbus, o PL modificou o sistema a ser adotado para o programa de mobilidade urbana pretendido pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD). O BRT (sigla, em inglês, para ônibus de trânsito rápido) foi substituído pelo BHLS (ônibus de serviços de alto nível). A mudança na lei correu em regime de urgência para viabilizar convênio pelo Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2), no montante de R$ 125 milhões.
A alteração foi necessária porque o primeiro sistema se mostrou inadequado à realidade londrinense, por ser voltado a locais com grande volume de passageiros em uma única direção. Além disso, é bem mais caro, chegando a custar R$ 700 milhões.
O BHLS, na prática, será um sistema de pista exclusiva com veículos equipados com serviços como ar-condicionado e internet sem fio, além de pavimentação específica para suportar os veículos. Além disso, serão cinco corredores contra os dois previstos no BRT, ciclovias e três viadutos para garantir o tráfego mais veloz para os ônibus.

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