Câmara conclui votação da emenda 29 e rejeita novo imposto
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Maria Clara Cabral e Larissa Guimarães <br> Folhapress 
Brasília - A Câmara concluiu ontem a votação do projeto que regulamenta a emenda 29, definindo quais ações governamentais podem ser contabilizadas como saúde. A principal parte do texto, que segue para o Senado, já havia sido apreciada pelos deputados, em 2008. Ontem, deputados aprovaram, por 76 votos a 355 e 4 abstenções, apenas destaque do DEM que acaba com a base de cálculo da CSS (Contribuição Social para a Saúde).
O novo tributo estava na proposta original, com alíquota de 0,1% sobre as movimentações financeiras para financiar o setor. Com o resultado de hoje, a criação de um novo imposto neste momento está descartada. ''Esse fantasma está espultado'', avaliou o líder do DEM, ACM Neto (BA). Parte do governo, no entanto, entende que o imposto está criado, faltando apenas calcular a sua base de cálculo, o que poderia ser definido posteriormente com um novo projeto.
A chamada emenda 29 foi aprovada em 2000 e determinou que Estados e municípios edvem aplicar, respectivamente, 12% e 15% dos seus recursos na saúde. A regra para a União é a de destinar ao setor o valor empenhado no Orçamento anterior, acrescido da variação nominal do PIB (Produto Interno Bruto). O que foi aprovado ontem foi a regulamentação da emenda, dizendo o que pode e o que não pode efetivamente ser considerado gastos de saúde.
O texto visa acabar com maquiagens usadas principalmente por Estados para alcançar o percentual mínimo exigido dos gastos. Saneamento, merenda escolar, pagamentos de aposentadorias e pensões, por exemplo, não poderão mais entram no cálculo dos recursos aplicados na área.


