São Paulo - O feriado de Carnaval será mais longo para os deputados federais. Apesar do fim da folia, a Câmara terá sessão ordinária deliberativa apenas na semana que vem. Hoje terá sessão plenária, mas apenas de debates. Assim, com um prazo mais extenso sem pauta de votação, os parlamentares terão, na prática, 12 dias de folga. As informações são da Agência Brasil.
Na terça-feira que vem, a Comissão Especial de Reforma Política se reúne para eleger seus vice-presidentes. Até o momento, apenas o presidente, o deputado Almeida Lima (PMDB-SE), e o relator, deputado Henrique Fontana (RS), foram escolhidos.
Depois de escolhidos os vice-presidentes, a comissão poderá ter, como primeira atividade deliberativa, a análise da saída da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) do colegiado. Ela aparece em filmagens recebendo dinheiro, em 2006, do então delator do esquema conhecido como mensalão do DEM no Distrito Federal, Durval Barbosa.
Pressionada, a deputada enviou ontem carta à secretária-geral do PMN, Telma Ribeiro dos Santos, solicitando seu desligamento da comissão. Para pedir seu afastamento, Jaqueline alegou na carta que ''os interesses da sociedade, de um grupo político, devem prevalecer acima de qualquer interesse individual ou vontade pessoal''. ''Continuarei contribuindo com propostas que façam com que o País encontre mecanismos eleitorais ainda mais democráticos, que ajudem a minimizar as injustiças sociais do nosso Brasil'', afirmou Jaqueline.
O líder Fábio Faria, que ficará no lugar de Jaqueline, era suplente na Comissão de Reforma Política. Para o lugar do líder foi indicado o deputado Carlos Alberto (PMN-RJ).
O PSol deverá pedir o afastamento da deputada da comissão, formada por 40 deputados. O partido não definiu, ainda, se irá entrar com processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa.
Desde o início da legislatura, a Câmara ainda não instalou o conselho, nem escolheu seus integrantes. Parte dos antigos conselheiros do colegiado tem o entendimento de que, como a filmagem ocorreu antes do mandato, não caberia processo por quebra de decoro.

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