A Câmara dos Deputados começa a votar hoje a emenda que restringe a imunidade parlamentar ao exercício do mandato. Para aprovar a proposta, os líderes terão de reunir 308 votos e vencer o lobby de 24 deputados e dois senadores que respondem a algum tipo de processo por crime comum. Conforme um acordo, deputados e senadores serão imunes pelas suas opiniões, palavras e votos. No caso de crime comum, poderão ser processados pelo STF sem a necessidade de autorização prévia do Legislativo.

O STF aguarda autorização da Câmara para processar por crime comum os deputados José Aleksandro (PSL-AC), acusado de desvio de dinheiro público, falsificação de documentos e peculato; Remi Trinta (PST-MA), por fraude contra o INSS; Luiz Antônio de Medeiros (PL-SP); Francisco Silva (PST-RJ); Eurico Miranda (PPB-RJ); Vitório Mediolli (PSDB-MG); José Janene (PPB-PR); José Priante (PMDB-PA) e Paulo Marinho (PFL-MA). Também tenta processar os senadores Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), por tentativa de assassinato, e Luiz Otávio (PPB-PA), por desvio de R$ 13 milhões do BNDES.

Também há processos por denúncias internas: deputados Sebastião Madeira (PSDB-MA) e José Carlos Teixeira (PFL-ES) foram denunciados por suspeitas de envolvimento com o lobista Alexandre Paes dos Santos, que teria extorquido dinheiro de laboratórios farmacêuticos; Ricardo Barros (PPB-PR), José Borba (PTB-PR) e Nelson Meurer (PPB-PR), que teriam fraudado o tempo de contribuição para se aposentarem.

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