Câmara cassa prefeito de Rio Branco do Sul
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quarta-feira, 16 de abril de 2003
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Câmara Municipal de Rio Branco do Sul, município da Região Metropolitana de Curitiba, aprovou ontem, por unanimidade, o pedido de cassação do prefeito afastado Bento Chimelli (PSC). O prefeito foi afastado por denúncias de improbidade administrativa e quebra de decoro. Pela decisão, a vice-prefeita Joana Elias (PSC) assume definitivamente a administração de Rio Branco do Sul.
Chimelli não compareceu à sessão da Câmara. O prefeito, que está com a prisão preventiva decretada, encontra-se foragido desde o dia 17 de dezembro, quando a polícia encontrou armas ilegais e veículos roubados em sua residência. Os advogados do prefeito tentaram impedir a votação enviando uma petição via fax alegando que a defesa de Chimelli não teria sido notificada da sessão no prazo previsto por lei, mas os vereadores não concordaram com a argumentação.
Segundo o relator da comissão processante que resultou no pedido de cassação, Sadi Ribas (PSB), a descoberta de armas e veículos na propriedade do prefeito foi apenas um dos pontos do relatório final que solicitava o afastamento do prefeito. ''Existem outros casos de improbidade administrativa, como a utilização de veículos oficiais da prefeitura para benefício próprio e irregularidade na contratação de funcionários'', explicou Ribas.
O advogado de Chimelli, Eduardo Duarte Ferreira, diz estar certo de que a decisão da Câmara será suspensa na Justiça. ''Essa sessão foi uma afronta à legislação. Existem vereadores que deveriam ser impedidos de votar, por serem partes em processos movidos pelo prefeito, que participaram da votação'', afirmou Ferreira, que não compareceu a sessão. ''Eles fizeram um circo, e eu não fui a Rio Branco do Sul porque não tenho vocação para ser palhaço'', desabafou.
O advogado afirmou ter documentos comprovando que Ribas teria oferecido dinheiro para moradores do município testemunharem contra o prefeito em denúncias movidas pelo Ministério Público. ''Tudo é uma grande farsa movida pela oposição, e nós vamos provar isso no tempo certo. Caso eles decidam realizar uma sessão séria, compareço a Câmara e levo até o prefeito'', garantiu Ferreira.


