Câmara cassa prefeito de Rebouças
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domingo, 04 de fevereiro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Brasília - O megabloco integrado por oito partidos para apoiar a candidatura vitoriosa de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara deve ser desfeito nos próximos dias, depois da escolha das presidências das 20 comissões temáticas da Casa. Chinaglia sinalizou que a aliança foi apenas para a disputa pelo comando da Câmara. ''Quando se constituiu o bloco (do PC do B, PSB e PDT), houve reação em cadeia e se formaram outros dois. Quem tomou a iniciativa talvez não tenha avaliado todas as consequências. Se vai continuar com blocos até o final da legislatura, não é o que normalmente acontece'', afirmou.
A união dos partidos deve ser mantida até a divisão do comando das comissões, que são disputadas pelas legendas de acordo com a sua importância.
A escolha segue a ordem por tamanho de cada partido ou bloco. O megabloco, com 273 parlamentares, terá direito a presidir 11 comissões e será o primeiro a escolher as que deseja comandar, o que garantirá ao governo as presidências das consideradas principais.
O bloco de oposição, integrado pelo PSDB, PFL e PPS, comandará seis comissões. O bloco que inclui PSB, PDT e PC do B, entre outros, presidirá três comissões, mas ficou prejudicado porque é o 17º da fila a escolher.
O megabloco reúne o PMDB, PT, PP, PR, PTB, PSC, PTC e PT do B. A união dos partidos foi considerada essencial para a eleição de Chinaglia. O PT cedeu cargos na Mesa Diretora da Câmara para legendas como o PR e o PP com o objetivo de assegurar a vitória do petista.
A oposição também já adiantou que deve desfazer o bloco depois da divisão das comissões. Já os parlamentares que integram o bloco do PC do B prometem manter a aliança para a nova legislatura. Os partidos não têm interesse em manter os blocos na Câmara porque perdem direito a voz, individualmente, no parlamento.


