Por unanimidade entre os vereadores presentes (17 votos), a Câmara Municipal de Londrina aprovou em primeira discussão, nesta quinta-feira (8), o PL (projeto de lei) que autoriza a doação de um terreno na Gleba Lindoia (zona leste) de 6 mil m² para empresa King & Joe Confecções Eireli. A área está avaliada em R$ 2.489.000,00. Esta é a terceira doação de área que deve ser assinada na gestão Marcelo Belinati (PP). Em dezembro do ano passado, o Legislativo autorizou a doação de uma área de R$ 5 milhões para a Unicesumar, na Vila Santa Terezinha (leste) e em agosto de 2017 a Vzan Indústria e Comércio também foi beneficiada com uma área de quase 3 mil m² na Gleba Patrimônio.

O presidente da Codel, Bruno Ubiratan, afirma que a política de atração de indústrias está sendo reestruturada na prefeitura
O presidente da Codel, Bruno Ubiratan, afirma que a política de atração de indústrias está sendo reestruturada na prefeitura | Foto: Ncom



O plano da empresa prevê a construção de aproximadamente 4.000 m². O PL, de iniciativa do Executivo, estabelece o início da obra em 12 meses e término em até três anos, contados a partir da data de publicação da lei. Serão investidos R$ 2.375.000,00 em obras civis, com recursos próprios e financiamento.

"Tínhamos projeto há muito tempo. Mas queremos começar a obra no segundo semestre do ano que vem", disse Rafael Miranda, sócio-proprietário da marca que comecou em Londrina em 2013 e hoje atende cerca de 1.200 clientes e emprega 140 funcionários diretos, gerando outros 50 empregos indiretos. "Hoje a gente trabalha em três barracões pequenos e o novo terreno irá facilitar a logística e a capacidade de produção." Os vereadores, todos favoráveis, elogiaram a iniciativa para geração de empregos. Em princípio a empresa se compromete a manter as 140 vagas, e criar apenas outras 10 com a nova sede.

De acordo com o presidente da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Bruno Ubiratan, foram avaliados os critérios de capacidade de expansão, geração de empregos e de impostos. "O projeto já tramita há algum tempo, mas consideramos a importância, já que Londrina tem perdido muito emprego na área industrial para outros municípios", avaliou.

EFETIVIDADE
Levantamento da Codel divulgado em maio pela FOLHA mostrou que das 38 doações de terrenos do município feitas a empresas na cidade no período de cinco anos (2013-2017), apenas seis indústrias efetivaram as obras e duas estão em construção. Cerca de 35% das doações autorizadas pelo Legislativo (ou 13 áreas) não prosperaram porque a prefeitura deixou de oferecer a infraestrutura no entorno para viabilização da obra. Outro dado significativo fornecido pelo órgão municipal é que 15 empresas que tiveram o benefício perderam o terreno após expirar o prazo definido pela legislação aprovada na Câmara Municipal de Londrina. O balanço também aponta quatro casos pontuais entre 2006 e 2008 que pertencem ao denominado lote 70.

"O problema é que os terrenos não tinham infraestrutura, não é o caso deste", garantiu o presidente da Codel. Ubiratan lembrou ainda que a política de atração de indústrias está sendo reestruturada dentro da prefeitura com o projeto de um condomínio industrial que será financiado e instalado na zona norte de Londrina. A expectativa é que as obras se iniciem em 2019. Estavam ausentes na sessão desta quinta os vereadores Junior Santos Rosa (PSD) e Filipe Barros (PSL).

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