A Câmara Municipal de Londrina aprovou nesta terça-feira (27), por unanimidade, o PL 150/2018 (projeto de lei) que libera abertura de crédito adicional de R$ 25 milhões para que a Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação possa implementar a infraestrutura do projeto de um parque industrial na zona norte numa área de 1.151.819 metros quadrados às margens da Avenida Saul Elkind, próximo à divisa com Cambé. O convênio da Prefeitura de Londrina foi assinado em julho com a Sedu (Secretaria de Desenvolvimento Urbano) e a intenção é receber o empréstimo ainda durante o mandato da governadora Cida Borghetti (PP) que termina em dezembro.

Imagem ilustrativa da imagem Câmara autoriza empréstimo de R$ 25 mi para implantação de condomínio industrial
| Foto: Anderson Coelho


Apesar da aprovação esmagadora na Câmara Municipal, os vereadores que formam a oposição cobraram pressa na execução das obras. Junior Santos Rosa e Felipe Prochet (ambos do PSD) questionaram a morosidade do município para liberação dos projetos. "Não é um dinheiro que será dado para nós, vamos pagar para o governo do Estado em sete e oito anos. Todos nós queremos esse projeto: não é do Executivo, não é o Legislativo. É para cidade de Londrina, é para a geração de emprego", disse Santos Rosa.

A instalação do parque industrial se arrasta por diversas administrações, mas só agora na gestão Marcelo Belinati (PP) começa a sair do papel. A compra da área que pertencia a Cohab pelo Município ocorreu em 2015, na gestão do ex-prefeito Alexandre Kireeff. A intenção do ex-prefeito era entregar o chamado Cilon até o fim de seu mandato, em dezembro de 2016. A área, chamada de Cidade Industrial pela atual gestão, deverá ter 170 lotes internos dentro de um condomínio e 40 terrenos externos. Oitenta por cento dos terrenos deverão ter 2 mil metros quadrados, mas há espaços separados para receber empresas em terrenos até 10 mil metros quadrados.

Atacy Junior, diretor da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), disse que o tamanho dos terrenos foram definidos de acordo com perfil das empresas que já estão instaladas na cidade. "Hoje 80% dos empregos em Londrina são gerados por micro, pequenas e médias empresas. É um perfil da região. A questão de ser um condomínio pode garantir segurança."

O diretor da Codel rebateu as críticas dos vereadores sobre a morosidade da liberação dos projetos que estão sendo elaborados por técnicos da Prefeitura de Londrina. "Essa lei é uma formalidade necessária para que se crie esse centro de custos e ele possa recepcionar e depois tocar esses projetos." Atacy Junior disse que os editais para execução das obras de infraestrutura serão executados no primeiro semestre de 2019, mas não estipulou prazo para entrega do condomínio industrial. A intenção é comercializar os lotes para pagar o empréstimo.

O líder do prefeito na Câmara, Jairo Tamura (PR), cobrou empenho dos vereadores na aprovação do projeto de lei. "Nós temos uma comissão de desburocratização no município que está empenhada em atrair empresas para a cidade. Não podemos, numa cidade deste porte, trazer empecilho para atração de empresas."

AUDIÊNCIA PÚBLICA
Além da aprovação do empréstimo em segunda discussão, outros dois projetos que tramitam na Câmara Municipal precisam ser aprovados para implantação do condomínio industrial. Ambos foram debatidos na segunda-feira (26) à noite em audiências públicase . Um deles, o PL 167, trata da criação de uma zona especial da Bacia do Ribeirão Jacutinga, por ser uma área próxima a mananciais foi determinado que não será permitida instalação de indústrias de metais pesados, entre outras. Já o PL 169 faz alterações na Lei de Uso e Ocupação do Solo e altera os critérios de classificação das indústrias, considerando apenas o tipo de atividade a ser implantada.

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