Câmara arquiva projeto que aumenta número de assessores
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2000
Lino Ramos De Londrina 
Os vereadores de Londrina retiraram definitivamente de pauta o projeto de resolução que permitia a contratação de até quatro assessores por gabinete, dividindo os R$ R$ 3,3 mil que atualmente são destinados a dois contratados em cargos em comissão. O projeto, que seria votado ontem, previa a extinção dos 42 cargos atuais e criava o Índice de Gabinete Legislativo (IGL), equivalente a R$ 100,00. Pelo projeto, o assessor não poderia ganhar mais de 20 ou menos de dois IGLs.
Diante das críticas, o presidente da Câmara e autor do projeto, Flávio Vedoato (PL), recuou. E atacou colegas que racham a verba de gabinete para manter mais de dois assessores. Essa questão de rachar salário é ilegal e e tentamos regularizar essa situação, uma vez que não iriam aumentar os custos.
Durante a sessão, Célio Guergoletto (PMDB) e Renato Araújo (PPB) admitiram que mantêm um terceiro assessor, mas que pagam do próprio bolso. Já Orlando Bonilha (PDT), admitiu o rateamento do salário de assessores.
Araújo também acusou a Câmara de não fixar os salários dos vereadores e do prefeito. No apagar das luzes a Câmara está cometendo um dos maiores erros, criticou. Vedoato respondeu: Se você fosse fixar salários, teria que aprovar 30 dias antes da eleição. Pra ficar como está não precisa ter votação.
Sobre a emenda constitucional 25 que limita o salário de vereador em 60% do vencimento de um deputado estadual em municípios com 301 mil a 500 mil habitantes Vedoato disse que aguarda um parecer de sua assessoria. O salário atual do vereador corresponde a 75% do salário de um deputado estadual (R$ 4,5 mil brutos).
Em Curitiba, a bancada governista da Câmara de Vereadores fechou a chapa que concorrerá nas eleições de 2 de janeiro para a mesa executiva. O atual presidente, João Cláudio Derosso (PFL), concorre à reeleição. Também vão participar representantes do PSC, PSDB, PPB, e PTB. O bloco de oposição criou chapa própria e deve arrematar a composição dos sete cargos da mesa no dia 27 ou 28. Está confirmado o nome de Natálio Stica (PT) na presidência. (Colaborou Maria Duarte, de Curitiba)


