A Mesa Executiva da Câmara de Londrina decidiu arquivar pedido de afastamento da vereadora Sandra Graça (PP) após condenação, em primeira instância, por improbidade administrativa. A decisão foi baseada em parecer da procuradoria jurídica do Legislativo, que aponta irregularidades formais no pedido. O afastamento da vereadora foi solicitado por Emerson Petriv, o "Boca Aberta", terceiro suplente do PP.
No pedido de providências, ele cita a condenação que determina a Sandra e seu ex-assessor Salvador Kanehise a devolução aos cofres do município de R$ 9 mil. Entre abril e dezembro de 2008, Kanehise teria recebido salários da Câmara, mesmo sem trabalhar efetivamente para a vereadora – ele estaria em sua marcenaria e em escola de artes marciais. Eles também tiveram os direitos políticos suspensos.
O presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), justificou que o pedido não atende o mínimo das exigências legais. "Os erros são formais."
Em seu parecer, a procuradoria jurídica aponta que "Boca Aberta" direcionou o pedido ao presidente do Legislativo e não à Mesa Executiva e deixou de informar estado civil, profissão, RG e título de eleitor.
O parecer também indica a ausência de provas que comprovem a condenação ou a partir de qual momento os efeitos da sentença terão início.
Petriv diz que a decisão da Câmara foi "covarde" e que deve entrar com outro pedido semelhante, até a próxima semana, com os documentos faltantes.

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