Câmara arquiva pedido de investigação contra Barbosa
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terça-feira, 04 de outubro de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
A Câmara de Londrina arquivou ontem o pedido de abertura de Comissão Processante (CP) contra o prefeito Barbosa Neto (PDT) e seu vice, Joaquim Ribeiro (PSC). Foram nove votos a favor da abertura da CP e oito contra. Eram necessários 13 votos para que a investigação fosse aberta. A CP investigaria suposta participação do prefeito em irregularidades no curso de formação da Guarda Municipal.
O resultado da votação já era esperado. Estimativa apontava que apenas dez dos 19 poderiam votar pela abertura da investigação. Dos 19 vereadores, apenas 17 votaram. O vereador Joel Garcia (sem partido), adversário declarado de Barbosa, estava impedido de votar porque foi ele o autor do pedido de abertura da CP. Uma surpresa foi a ausência do vereador Jacks Dias (PT) que apresentou atestado médico e não compareceu à votação.
Uma Comissão Especial de Investigação (CEI) já havia sido instaurada para apurar o caso. Ao final dos trabalhos, a vereadora Lenir de Assis (PT) apresentou um relatório que foi rejeitado pelos outros integrantes da CEI - Jairo Tamura (PSB) e Tito Valle (PMDB). Ficou a cargo dos dois elaborar um outro relatório, votado em junho. O relatório também foi rejeitado pela Câmara por 11 votos a seis. Diante da negativa, o vereador Joel Garcia encaminhou o pedido de abertura da CP, votado e rejeitado ontem.
A relatora Lenir de Assis se mostrou indignada com a postura dos parlamentares, e disse que, desde o seu relatório - primeiro a ser apresentado - ''as irregularidades eram evidentes''. ''Foram comprovadas efetivamente as irregularidades em relação ao curso ministrado na Guarda Municipal. Nesse momento a Câmara tinha a incumbência de dar continuidade nas investigações. Acabamos com a possibilidade de dar transparência aos fatos'', afirmou.
O vereador Joel Garcia também fez duras críticas à rejeição do pedido de abertura de investigação. ''O prefeito fez um desafio para a Câmara, pedindo a abertura de CP, e ao mesmo tempo utilizou o rolo compressor e impediu a abertura'', afirmou.
Já o presidente da CEI, Jairo Tamura, votou contra o pedido de investigação e se justificou dizendo que as irregularidades apresentadas em seu relatório - o segundo - já haviam sido sanadas pela prefeitura. ''Apontamos todos os erros que aconteceram. Só que eles misturaram e fizeram com que esse relatório fosse um jogo político. E eu não concordo com esse jogo. A prefeitura já tomou as ações cabíveis sobre o que nós apuramos na CEI'', defendeu.
Ainda existe uma ação civil pública movida pelo Ministério Público (MP) contra o prefeito e o então secretário de Gestão Pública, Marco Cito. Para a promotoria, o objeto do contrato era falso, porque o curso foi inteiramente prestado por policiais militares e a empresa - que não tinha sede no endereço informado - serviu apenas para fazer o depósito de honorários aos policiais.
A assessoria do prefeito Barbosa Neto não conseguiu localizá-lo para comentar o assunto até o fechamento da edição.


