Câmara arquiva pedido de CP contra Sandra Graça
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de maio de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Com nove votos favoráveis e nove contrários em uma sessão relâmpago e silenciosa, a Câmara de Londrina arquivou ontem a abertura de uma Comissão Processante contra Sandra Graça (SDD). O pedido foi formulado pelo suplente de vereador Emerson Petriv, o Boca Aberta (PSC), baseado em condenação em primeira instância pela manutenção de assessor que teria recebido sem trabalhar.
A abertura de uma CP demanda a aprovação de metade dos vereadores em plenário mais um. Com 18 votantes já que Sandra se declarou impedida, conforme já prevê o Regimento Interno , seriam necessários dez favoráveis para a comissão prosperar.
Votaram contra a abertura Elza Correia (PMDB), Emanoel Gomes (PRB), Gerson Araújo (PSDB), Jamil Janene (PP) Lenir de Assis (PT), Marcos Belinati (Pros), Péricles Deliberador (PMN), Tio Douglas (PTB) e Vilson Bittencourt (PSL).
Foram votos vencidos Gaúcho Tamarrado (PDT), Gustavo Richa (PHS), Júnior Santos Rosa (PSC), Mário Takahashi (PV), Padre Roque (PR), Professor Fabinho (PPS), Rony Alves (PTB), Roberto Fu (PDT) e Roberto Kanashiro (PSDB).
Porém, no momento da votação, Tamarrado titubeou e foi o último a dar sua posição. Cobrado pelo presidente Rony Alves, contou os votos no painel e só então seguiu a determinação do partido, o que foi possível com o "racha" do PTB ao contrário de Rony, Douglas votou pelo arquivamento.
A denúncia toma como base a ação por improbidade em que a vereadora foi condenada porque, em 2005, o então assessor Salvador Kanehise viajou ao Japão para tratar de assuntos pessoais e, mesmo assim, recebeu seu salário. Quatro anos depois, em 2009, devolveu os valores ao Legislativo. Ambos foram condenados a devolverem R$ 9 mil e à perda dos direitos políticos. A ação ainda tramita em segunda instância.
No início da sessão, a Mesa Executiva despachou pedido do autor da denúncia para se pronunciar por cinco minutos e do advogado de Sandra, que solicitou nova apreciação da defesa prévia pelo plenário. Ambas acabaram rejeitadas.
Também foi despachado ofício do PDT sobre a troca da liderança do partido na Câmara, tirando Gaúcho Tamarrado do posto e nomeando Roberto Fu. A troca ocorreu porque, na noite anterior, houve discordância do parlamentar com o resto da legenda, que fechou questão pela abertura da CP.
Antes de a admissibilidade ser aprovada, a sessão foi suspensa para reunião a portas fechadas por 20 minutos, mas as conversas se prolongaram das 15h28 até 16h13. Nenhum vereador quis fazer uso da palavra.
O resultado favorável à vereadora rendeu aplausos de comemoração de assessores. Sandra, que não quis se pronunciar, deixou brevemente o plenário e voltou enxugando lágrimas do rosto.
Não houve discussões das matérias que seguiram. A reunião ordinária terminou antes das 17h30.


