A Câmara de Vereadores de Apucarana arquivou anteontem o requerimento subscrito por seis vereadores, que pediam a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), visando investigar denúncias de irregularidades na administração do prefeito Carlos Scarpelini (PSDB). O presidente da Casa, Valdir Sousa da Silva (PPB), explicou que, de acordo com o regimento interno, para ser criada a CEI seria indispensável que o requerimento fosse subscrito no mínimo por nove vereadores.
Como o requerimento tinha apenas seis assinaturas, Silva anunciou que estava automaticamente arquivado, após tramitar na Comissão de Justiça e Redação. Subscreveram o documento os vereadores João Batista Cardoso (PMDB), Satio Kayukawa (PFL), Paulo Pedroso Mandágua (PSB), Dercílio Rodrigues (PST), Stênio Alvarenga (PSL) e Tereza Santos (PMDB). Os 11 integrantes da bancada situacionista recusaram-se assinar a proposta.
O Comitê Suprapartidário pela Moralização na Administração Pública de Apucarana – criado recentemente –, e a bancada de oposição queriam a CEI para apurar diversas denúncias que constam de panfletos apócrifos distribuídos na cidade, em meados de 98 e em 99.
As mesmas denúncias já estão sendo investigadas há mais de um ano pelo Tribunal de Contas (TC) do Estado e pelo Ministério Público e até agora nada de irregular foi comprovado. Entre as acusações incluem-se verbas repassadas ao Apucarana Futebol Clube; terceirização irregular de serviços, através da empresa Preserva; e liberação de adiantamentos e diárias para três secretários, em valores que são considerados exagerados.
Anteontem, como forma de protesto, manifestantes do comitê suprapartidário lavaram as escadarias da Prefeitura de Apucarana. Cerca de trinta pessoas utilizaram baldes e vassouras.
Depois do ato, o secretário de governo Laércio de Morais (PPB) recebeu os jornalistas e repudiou a atitude do comitê. Ele disse que o movimento não tem a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e nem da Associação Comercial e Industrial de Apucarana (ACIA), ‘‘que se recusaram a participar, colocando o comitê sob suspeição, por estar agindo com interesses de cunho político-eleitoral.’’

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