Câmara apura suposta quebra de decoro de Alcides Ramos
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sexta-feira, 28 de junho de 2013
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Licenciado da Câmara de Vereadores de Apucarana (Norte) até o começo de agosto para tratamento médico, o vereador Alcides Ramos (DEM) deve enfrentar também uma investigação interna que pode resultar na cassação do mandato. O pedido para a abertura da comissão, assinado por nove dos 11 parlamentares, já está na Mesa Executiva e será colocado em votação no plenário na próxima terça-feira. "Se já temos a maioria dos vereadores assinando o pedido, creio que Comissão de Investigação (CI) será aberta", afirmou o procurador-geral do Legislativo, João Batista Cardoso.
Ramos ficou preso por quase três meses sob a acusação de desvio de dinheiro e teve o mandato de vereador cassado por suposta compra de votos e abuso de poder político. No Superior Tribunal de Justiça (STJ) ele conseguiu, liminarmente, habeas corpus para deixar a cadeia. No Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná o parlamentar retomou o mandato. Ao vencer a licença de 120 dias, Ramos pediu novo afastamento na última segunda-feira, "alegando problemas de saúde", conforme Cardoso. A licença é sem remuneração.
Quanto à investigação, o presidente da Câmara, José Airton de Araújo (PR), o Deco, reconheceu que a pressão popular foi determinante para a posição dos vereadores. Na última sessão, cerca de 100 pessoas cobraram os parlamentares. "A população pediu providências. Isso (a investigação por suposta quebra de decoro) está acontecendo porque o caso tem colocado a Câmara em exposição negativa."
O advogado Guilherme Gonçalves, que defende o vereador na esfera eleitoral, preferiu não comentar o pedido de cassação. "Por enquanto, vamos aguardar." Gustavo Scandelari, advogado que atua na área criminal, lembrou também que a liminar do STJ "é clara no sentido de que ele não deve manter contato de qualquer espécie com testemunhas da acusação". Três testemunhas trabalham na Câmara.


